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Recentemente fiz uma viagem para uma pousada no Maranhão que fica próxima aos lençóis maranhenses. A viagem reuniu a família e me permitiu novas vivências como a de deitar numa rede dentro da lagoa. Embora pareça uma atividade simples, o que de fato é – mesmo para um tetraplégico – me fez refletir, o quanto o simples pode se tornar complexo, quando a gente não se permite. Vencida a resistência, pude aproveitar uma experiência nova e prazerosa, mas que não se torna possível para todos, por um aspecto muito mais psicológico do que físico.

Imaginei quantas pessoas não conseguem aproveitar a vida por não arriscarem ou se permitirem ousar. Alguns por medo, outros por não acreditarem nas possibilidades, outros por não enxergarem as oportunidades. Eu mesmo lembro de uma época em que tinha a chance de sair e viajar, mas não queria. Algum tempo depois, passei a querer, mas temporariamente, já não podia. Isto me fez refletir sobre o aproveitamento do tempo e uma frase que diz: “Cavalo selado só passa uma vez”.

Caso você desconheça este ditado, ele se refere as oportunidades que você desperdiça e que por vezes não voltam mais. Mesmo que outros “cavalos” possam passar, nunca mais serão os mesmos no sentido tempo espacial. No entanto, o que há de mal nisso? Não é dito que cada um deve respeitar o seu tempo? De fato, nem sempre nos sentimos preparados. Mas, a questão é: “Será que precisamos realmente estar prontos para assumirmos as rédeas da nossa existência? Até que ponto é ausência de preparo ou excesso de insegurança?

Recebo frequentemente no meu escritório, pessoas que me procuram para auxiliá-los no alcance de suas metas. Embora quem esteja de fora, possa somar e facilitar o percurso, ao trazer um novo olhar para a construção de novas estratégias, o processo de coaching, não se trata, simplesmente, de uma entrega de resultados desejados. Mais do que entregar um FIM, trata-se de se desenvolver um MEIO. Ou seja, gerar autonomia no cliente, para que ele se torne capaz de encarar, enfrentar e alcançar novos objetivos. Logo, o processo não é apenas de OBTENÇÃO, mas sim, de TRANSFORMAÇÃO do sujeito para que ele possa se sentir apto para montar qualquer “cavalo”.

Não é raro eu me deparar com clientes altamente competentes, mas travados em seus resultados, por desacreditarem do próprio potencial. Inseguros, estão sempre a se preparar num processo sem fim. Não há nada de mal, em se querer SER mais e melhor. Trata-se de uma insatisfação positiva, pois conhecimento nunca é demais. No entanto, espero que as suas inseguranças não sejam determinantes nas suas tomadas de decisões, pois, ainda que eu concorde, que as oportunidades favoreçam os mais preparados, em muitos casos, a limitação atitudinal, impossibilita bem menos do que as barreiras psicológicas, estando na cabeça e na força de vontade o poder de toda capacidade.

Nesse sentido, posso montar inúmeros “cavalos”, sem que para isso, já seja preciso saber trotar, cavalgar ou correr. Literalmente falando, sentar sobre um cavalo e sair andando, não requer tanta habilidade, só “um pouco” de coragem para dar-se início ao aprendizado – praticando. Até mesmo porque, o que de fato limita as nossas ações são as nossas decisões.

Sei que não existe caminho fácil ou rápido, pois entre o plantar e colher, vem o regar e esperar. Porém, siga em frente, porque o tempo passará do mesmo jeito e, muitas vezes, quando ficamos presos ao que não podemos fazer, deixamos de fazer o que podemos. Logo, se você não pode ou não sabe correr, simplesmente ande, uma vez que o mais importante é darmos o primeiro passo em direção aos nossos sonhos. Por fim, seja andando, correndo, dirigindo ou voando, em comum, todos alcançarão o mesmo fim, embora que em tempos diferentes. Só evitemos ficar parados, pois a vida é muito curta para ser desperdiçada.

Posto isto, esteja sempre aberto a dar o primeiro passo. Não sei lhe dizer se “quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha”, mas aprendi ao longo da vida, que em muitos casos, a ordem não muda os fatores. Devemos nos permitir e arriscar mais para aproveitar as oportunidades que nos aparecem na vida, pois, de fato, algumas não voltam mais. E, embora eu compactue com o ditado que diz: “nunca é tarde para recomeçar” ou “antes tarde do que nunca”, acredito igualmente que, “quanto antes, melhor”.

Enfim, acredito que tudo parta do nosso processo de autoconhecimento. Porque quem sabe quem é e o que quer, saberá o que fazer para alcançar seus objetivos. Desse modo, imagino, que o que você vai OBTER em 2019, será diretamente proporcional ao que você vai SER e FAZER ao longo do ano. Porém, peço que reflita, que a sua vida depende muito mais do seu PODER de ESCOLHA e DECISÃO. Logo, PERMITA-SE. Diga sim as OPORTUNIDADES, mesmo antes de estar 100% preparado, pois, na maioria dos casos, aproveitamos e aprendemos bem mais EXPERIMENTANDO.

Márcio Vaz
Palestrante, Psicólogo e Coach
www.marciovaz.net

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